Intermezzo

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Quarta-feira, Dezembro 22

Seria o Universo um condensado de informações?

O que é e até onde está presente a informação? Poderíamos considerar o próprio Universo como um sistema condensado de informações?




















Estas e outras questões próximas passam a ter significados diversos quanto entram no debate não só especialistas em comunicação, semióticos e filósofos, mas também físicos e cosmólogos.

Um interessante artigo da Scientific American - a mais prestigiosa revista de divulgação científica - em sua edição brasileira, de dezembro de 2004, levanta questões que tangenciam os limites da ficção científica.

Como nunca ultrapassei a condição de um leigo curioso em questões tais como história e teoria das ciências, cosmologia e teoria da relatividade, não me sinto em condições de um debate preciso e rigoroso para enfrentá-las. Algumas afirmações do artigo me parecem instigantes e até eventualmente pertinentes. Outras, altamente questionáveis e improváveis (ao menos para as minhas parcas referências).

Repasso as partes mais palatáveis e mais compreensíveis para o nosso senso-comum enquanto leigos, ou seja, não físicos, do artigo dos pesquisadores Seth Lloyd e Y. Jack Ng.

Lloyd é professor de engenharia quântica do renomado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachutts. Lloyd é responsável nada mais nada menos por ter projetado o primeiro computador quântico que seria passível de ser fabricado. Já Ng, é professor de física da Universidade da Carolina do Norte. Informam os créditos finais do artigo: NG "propôs várias maneiras de investigar experimentalmente a estrutura quântica do espaço-tempo." Ou seja, Lloyd e Ng têm créditos mais do que suficientes para serem ao menos lidos a sério. Se consistentes ou não, o conjunto dessas especulações, são outros "500 mil bits". Vai aí, naturalmente, um longo debate...

Enfim, eis alguns trechos do artigo (não necessariamente na ordem em que foi publicado):

O princípio de que o Universo processa informação não é novidade. No século XIX, os fundadores da mecânica estatística desenvolveram, com o fim de explicar as leis da termodinâmica, o que mais tarde seria chamado de teoria da informação. À primeira vista, essas teorias são mundos à parte: a primeira foi elaborada para explicar as máquinas a vapor; a outra, para otimizar as comunicações. No entanto, a grandeza termodinâmica denominada entropia, que limita a capacidade de uma máquina a vapor de realizar trabalho útil, é proporcional ao número de bits registrado pelas posições e velocidades das moléculas numa substância. A invenção da mecânica quântica confirmou essa descoberta e criou o conceito de informação quântica. Os bits que compõem o Universo são bits quânticos, ou "qubits", com propriedades mais ricas do que as dos bits comuns.
(...)
O que é um computador? Eis uma questão surpreendentemente complexa, mas, qualquer que seja a definição precisa que se adote, ela será respondida não apenas com os objetos que as pessoas normalmente chamam de "computador", mas também por todas as coisas do mundo. Os objetos físicos são capazes de resolver uma ampla classe de problemas de lógica e matemática, embora não aceitem ou processem dados de forma que faça sentido para os seres humanos. Os computadores naturais são intrinsecamente digitais: armazenam dados em estados quânticos discretos, tais como o spin de partículas elementares. O conjunto de instruções que empregam é a física quântica.
(...)
Qual a diferença entre um computador e um buraco negro? A pergunta parece o começo de uma piada sobre a Microsoft, mas é um dos problemas mais profundos da física. A maior parte das pessoas vê os computadores como geringonças tecnológicas especializadas, com telas e chips. Contudo, para um físico, todos os sistemas materiais são computadores. Rochas, bombas atômicas ou galáxias podem não rodar o Linux, mas todas registram e processam informações. Toda partícula fundamental armazena bits ou unidades mínimas de dados e, sempre que duas delas interagem, esses bits são transformados. É como diz o físico John Wheeler, da Universidade de Princeton: "It from bit", trocadilho intraduzível, mas que significa algo como "a existência (it) vem da informação (bit)".
(...)
O Universo não é apenas um computador gigante: é um PC quântico gigante. Como diz a física Paola Zizzi, da Universidade de Pádua (Itália): "It from qubits".


Bem, hoje à tarde, ganhei um vinho italiano da região de Lambrusco. Como sabemos (ou assim deveríamos), um vinho é composto de bits organizados segundo o sistema de informação etílica de Baco. Espero processá-lo - moderadamente - para (tentar) entender e quem sabe conseguir acompanhar toda essa viagem digital.

Segunda-feira, Dezembro 20

Até breve...

Amigo(a)s: deixo aqui os meus votos de "Boas Festas" para todos. Agora é pé na estrada. Volto em 2005. Inté. :)

Terça-feira, Dezembro 14

Salaverría: Del 11s al 11m

Faço um resumo da palestra na ECA-USP, dia 8 de dezembro, e do paper do prof. Salaverría: "Los cibermedios ante las catastrofes: del 11s al 11m".

Resumos são pessoais e tendem a simplificar o raciocínio original mais complexo. Com certeza, o paper permite uma visão mais rica e completa.

Espero que tenha sugerido uma tradução adequada de termos como, por exemplo, “cibermedios” que foi tomado como equivalente a “mídias digitais” (aproximadamente como a utilizamos no Brasil). As aspas correspondem às passagens mais literais de Salaverría.


Os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os 11 de março de 2004 na Espanha são “situações-limites” que permitem sair o jornalismo diário de sua rotina. Além disso, rompendo com a “lei do “mínimo esforço.” ”Em 2004, há outra curiosa coincidência: são exatamente dez anos de surgimento das primeiras mídias digitais na internet.“ Ao final de 1994, existiam cerca de trinta periódicos digitais nos Estados Unidos. Em dez anos, os periódicos experimentaram um desenvolvimento espetacular. Só na Espanha, em 2004, seriam ao menos 1.100 mídias digitais. “Em apenas uma década, as mídias digitais desenvolveram uma idiossincrasia própria que os diferencia, cada vez mais, com maior clareza, de seus precedentes impressos ou audiovisuais.”

As mídias digitais parecem se encontrar ainda no estágio inicial de seu desenvolvimento. Uma década parece muito pouco tempo para que as mídias digitais alcancem sua maturidade, mas a comparação entre o 11s e o 11 m indica:

- Uma ruptura imprevista da pauta informativa diária.
- Um súbito aumento do tráfico web por conta da avalanche de internautas.
- Uma aceleração no ritmo de produção de notícias
- Uma competencia jornalísitca simultânea com meios consolidados, como o rádio e a televisão e de meios alternativos como os weblogs.

Cabe observar que as catástrofes do 11s e do 11m não são idênticas e também são diversas de um ponto de vista comunicativo.

Entretanto, as similaridades são:
Tempo: A série de atentados em EUA e Espanha ocorrem em espaços de tempos breves, mas suficientes para uma cobertura informativa direta por parte da mídia.
Aconteceram nas primeiras horas de dias de trabalho.
Surpresa: o que ajudou a criar um estado de choque coletivo.
Impacto: uma descomunal magnitude de prejuízos.

Diferenças de lugar, de recursos e particularmente de experiências dos meios de comunicação. Para a história da mídia digital que tem algo como dez anos, iniciada em 1994, dois anos e meio podem se constituir em tempo extenso e significativo.

Os principais sinais de imaturidade da cobertura digital no 11 de setembro foram:
- a falta de previsão tecnológica com a avalanche de internautas;
- a escassa prudência editorial;
- a ausência de uma identidade editorial definida.

Já no 11 de março de 2004, ocorreram sinais de evolução:
- Melhor preparação tecnológica: não houve colapso em servidores. As mídias digitais aprenderam a lição.
- Maior protagonismo da internet como plataforma para os meios. “Nos dez anos que vão de 1994 a 2000, as mídias digitais passaram de completamente ignorados, a ser temidos, logo enaltecidos, mais tarde criticados e, finalmente, considerados como um meio a mais – ou quase – em concorrência com os jornais, o rádio e a televisão.”
Com o 11 de setembro uma grande quantidade de pessoas descobriram as mídias digitais como nova fonte de informação jornalística, mesmo após terminado o interesse imediato.
- Melhor aproveitamento dos recursos multimídia.

Pontos fracos da cobertura digital tradicional no 11 de março:
- A informação não é patrimônio dos meios.
- Os fóruns, as listas de correios e as mensagens entre celulares foram abundantemente utilizados.
- Os weblogs funcionaram como um meio complementar de informação e de comentários e análises dos acontecimentos.

Tudo isto indicando um novo paradigma de comunicação social: um novo modelo que se caracteriza por ser cada vez mais multidirecional e descentralizado e no qual os meios institucionalizados perdem sua posição anterior de monopólio da informação.

- Uma importante lição pendente: a internet é interativa.
- Além disso, forte escassez de fontes primárias e de observações diretas.
No 11 de setembro, houve inclusive uma redução da confiabilidade nas informações. Notícias falsas não foram corrigidas: foram simplesmente apagadas.
Já no 11 de março, ocorreu uma presença mais direta dos jornalistas de internet se distanciando do modelo “corta e cola”.

De qualquer forma, destaca Salaverria: pela primeira vez, ao invés dos jornalistas de papel estarem municiando com suas informações a web, foram os da internet que publicaram seus artigos no papel.

(Destaques em negrito meus, scv)








Segunda-feira, Dezembro 13

Paper: do 11 de setembro ao 11 de março

Adianto o paper do prof. Ramon Salaverría relativo à sua palestra proferida na ECA-USP no dia 8 de dezembro.
Situações-limites como os atentados em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e, dois anos e meio depois, o 11 de março de 2004, na Espanha, tornam-se um rico material para análise. Salaverría apontou, com maestria, essas "licões da imprensa digital" e que revelam suas fragilidades. Importantes para olhar o dia-a-dia de nossa mídia digital.
Complementos em breve.

Domingo, Dezembro 12

Presença de Salaverría na ECA-USP é destaque

Estudantes de graduação e pós-graduação da ECA-USP, além de diversos professores envolvidos com as mídias digitais e comunicação comparada estiveram presentes na platéia da palestra “Do 11 de Setembro ao 11 de Março: lições para a imprensa digital”.
O Prof. Salaverría demonstrou enorme capacidade de comunicação com os quase 40 ouvintes da palestra e possibilitou um diálogo bastante produtivos com os debates que se seguiram à sua apresentação.
O Núcleo de Jornalismo, Mercado e Tecnologia espera, com esta primeira iniciativa, desencadear em 2005 um projeto de discussão coletiva sobre as formas e o futuro do jornalismo digital, através de novas palestras e maior interatividade em seu site.
Um resumo da palestra e comentários das discussões estão sendo editados pelo colaborador do Intermezzo, Sérgio Corrêa Vaz, e serão brevemente publicados e disseminados em nosso blog.

Uma década de evolução na imprensa digital

Conforme anunciamos aqui no Intermezzo, o Prof. Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra, proferiu palestra na ECA-USP no dia 08/12/2004 sobre os erros e acertos da imprensa digital nas coberturas dos desastres de 11 de setembro de 2001 e 11 de março de 2004, em Nova Iorque e Madri, respectivamente.

Salaverría partiu destes dois exemplos marcantes de coberturas na web para realizar uma análise técnica da primeira década do jornalismo digital, a constituição e a evolução deste campo e, principalmente, oferecer algumas luzes sobre o status teórico-metodológico do tema que é centro dos interesses de todos os blogueiros do Intermezzo.

Ao comparar os dois eventos jornalísticos, Salaverría aponta uma evolução extremamente veloz daquilo que genericamente chamamos de jornalismo digital. O 11 de setembro de 2001 ocorreu numa estrutura informativa atrelada aos procedimentos editoriais e redacionais da mídia impressa. Os sites vinculados às grandes marcas da mídia mundial demonstraram isso.

Enquanto as torres do WTC ruíam a web constatava seu absoluto despreparo tecnológico para dar conta do imenso fluxo de conexões, as redações constataram sua falta de serenidade jornalística para apuração em tempo real e sites jornalísticos descobriram-se sem identidade própria ao longo do processo. No frigir dos ovos, sites como a American Airlines mostraram-se muito mais informativos e precisos do que importantes nomes da grande imprensa mundial, perdidos na falta de procedimentos redacionais.

Já a explosão na Estação de Atocha, três anos depois, foi noticiada pelos sites jornalísticos num cenário de preparo tecnológico, de destaque para a relevância da Internet como meio de informação significativo para apresentar contexto e a opinião pública, e no desenvolvimento e exploração de conteúdos multimídia em suas matérias.

O jornalismo na web chega ao final de 2004, segundo as análises apresentadas pelo Prof. Salaverría, com um status de conscientização de que é possível explorar através do canal digital possibilidades impensáveis para um jornal impresso ou para um noticiário televisivo. Hoje já podemos afirmar que a web é interativa e os meios de comunicação já começam a ouvir e dar voz aos usuários e não apenas a expressar suas opiniões unilateralmente.

Quinta-feira, Dezembro 9

1/4 e 1/8 da população mundial....

O ITU indica números recentes sobre usuários de celular e internautas no mundo.
Celular: um quarto da população mundial ou 1,5 bilhão.
Internet: quase um oitavo, com 700 milhões.

Se a proporção for calculada só acima da população maior de 15 anos (um parâmetro constante) seria ainda superior.

Nota puxada da UOL.

Celulares: Mundo tem 1,5 bilhão de usuários

Segundo revelou em Genebra o International Telecommunication Union, os usuários de telefonia móvel somam 1,5 bilhão em todo o mundo, praticamente o dobro do verificado em 2002. É 1/4 da população mundial. O maior crescimento aconteceu em países desenvolvidos e no setor de negócios. A telefonia celular ultrapassou a fixa, que soma 1,185 milhão de assinantes no mundo. O crescimento é verificado principalmente em três dos países mais populosos - China, Índia e Rússia. Só a China tinha 310 milhões de usuários de celular, até junho deste ano. Os negócios do setor de telefonia móvel movimentaram, em 2003, US$ 414 bilhões.

Internet: A ITU indica ainda números sobre o uso da internet: seriam 700 milhões agora, contra 400 milhões no ano 2000.



Agenda 2005

Dica da colega Rita : "Weblog del III Congreso Internacional de Ciberperiodismo de la Universidad Nebrija". Gracias! :)

Terça-feira, Dezembro 7

Partido Pró (e Contra) a Pirâmide Invertida

O Partido Pró-Pirâmide Invertida (para o Ciberjornalismo) -- PPPI, para os íntimos -- foi criado durante o Congreso de Xornalismo Dixital, na capital galega, em Espanha, no último dia 30 de novembro (ver post do Intermezzo). E já tem adeptos! :)

(Post scriptum - 09/12) - E eis que agora assistimos aqui no espaço de comentários do Intermezzo à criação do PRC (Partido de la Redacción Ciberperiodística), também conhecido como o "Partido Contra los Preceptistas Anticuados de la Pirámide Invertida", como revela seu fundador.

The BOBs - Repercussão

O Intermezzo foi hoje citado em dois jornais: Folha de S. Paulo (Coluna "Toda Mídia", de Nelson de Sá /Brasil) e Diário de Notícias (Secção "Media" /Portugal).

Aspas

Aguiar e Silva, antigo vice-reitor da Universidade de Braga, durante palestra inaugural da conferência "A Língua Portuguesa: Presente e Futuro", na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, ontem (segunda):

"O futuro da língua portuguesa como língua transnacional depende do Brasil. É o Brasil que tem dimensão demográfica, económica, social, cultural e científica, ou seja, `peso geopolítico´." / "A língua portuguesa pertence de igual modo a todos os que a falam. São todos co-proprietários." / "A crioulização da língua, a mestiçagem, é inevitável e enriquecedora"

Mais no Público desta terça.

Olhinhos puxados

Os chineses surpreendem-me cada dia mais. A televisão pública da China (China Central Television - CCTV) agora lançou mais dois canais de TV: um em árabe e outro em russo. Há dois meses, a mesma estação havia lançado o E&F, emitido por satélite em francês e espanhol. E desde 2000 que já existe um em língua inglesa. Vambora, meu povo. Detalhes por aqui.

Segunda-feira, Dezembro 6

My (mob)(fot)(b)LOG

Dizem que a Internet nos distancia de quem está perto e aproxima-nos de quem está longe. Seja como for, resolvi criar um fotolog (meio-blog) numa tentativa de encurtar um pouco a distância entre o velho e o novo mundo. Pronto, povo: cá está; divirtam-se, comentem! :)

(Em tempo: apesar de meio lento, o FlickR foi a melhor opção que encontrei para arquivar e organizar imagens. Fica aí a dica).

- The BOBs -
China e Brasil levam prêmio de melhor blog

Foi divulgado na manhã desta segunda (6) o resultado da primeira edição do The Bobs – The Best of Blogs, concurso promovido pela Deustsche Welle -- e do qual o Intermezzo participou como um dos dez finalistas (ver post). Na opinião do júri, o melhor weblog do planeta é o chinês "Jornal de Cachorro". Já o público deu o primeiro lugar ao brasileiro "Por um Punhado de Pixels".

O blog português Ponto Media, mantido pelo jornalista Antonio Granado, venceu *merecidamente* na categoria "Melhor Blog Jornalístico em Língua Portuguesa". Os outros prêmios do júri na categoria jornalismo foram para "Beyond Normal" (árabe), "Medienrauschen" (alemão), "Jornal de Cachorro" (chinês), "Periodistas 21" (espanhol), "Lessig Blog" (inglês), e "Natasha Mozgovaya" (russo).

Fenômeno Brasil - Nas categorias "Melhor Weblog", "Melhor Temática" e "Melhor Blog Jornalístico em Português", o público escolheu respectivamente os blogs dos brasileiros Nemo Nox ("Por um Punhado de Pixels"), Marcelo ("Estraga Filmes") e do jornalista Ricardo Noblat. A lista completa e todos os links estão disponíveis no site do concurso.

Balela na Votação? - Houve um ti-ti-ti pela web e alguns chegaram mesmo a falar que a escolha do público seria desconsiderada pela organização do concurso uma vez que uma brecha no sistema de votação online permitia a cada usuário votar quantas vezes desejasse em seu candidato favorito. Parece que foi boato mesmo. Mas que dava para votar mais que uma vez, ah dava.

(Foto - A imagem acima foi retirada do blog chinês "Jornal de Cachorro", o grande vencedor do The BOBs).

Seu Nazário da Lima

Vocês aí no Brasil conhecem algum senhor chamado Ronaldo Nazário da Lima? :)

Capturei essa por acaso enquanto assistia ao telejornal no canal espanhol TV5 em 15 de novembro último.

(Ver imagem ampliada).




Domingo, Dezembro 5

Os media e as mídias

Existem algumas manchetes em jornais portugueses que seriam incabíveis em periódicos brasileiros. Vide esse exemplo do Diário de Notícias:

MEDIA Imprensa - Aniversário do «BLITZ»
"NÃO QUEREMOS SER UM JORNAL
FEITO POR PUTOS E PARA PUTOS"

Foto: "Director. Pedro Gonçalves dirige
um semanário que atingiu a idade adulta"


Ali do outro lado do mundo

Como disse um listeiro da Abraji, "Enquanto isso, na China...": "Autoridades chinesas proibiram, há dez dias, o acesso da população local ao site de notícias Google News. A iniciativa teve início depois que o Google criou uma versão especial de seu serviço de notícias, com um "filtro" que censura informações contra o governo. Internautas chineses só têm acesso a esta versão "reduzida" do site. O grupo Reporters Without Borders (repórteres sem fronteiras) condena a ação e pede que o Google pare de bloquear notícias em sua ferramenta com resultados em chinês." Continue a ler a matéria na Folha Online. Vale ainda a pena dar uma olhada nisso: "Chinesa quer a IBM para ganhar o mundo", na Folha de S.Paulo deste domingo.

Sexta-feira, Dezembro 3

Deu Brasil no Rey de España

Repórteres brasileiros do jornal O Globo estão entre os vencedores dos "Premios Internacionales de Periodismo Rey de España 2004" promovido pela Agencia EFE e a Agencia Española de Cooperación Internacional (AECI). O júri concedeu o prêmio de "imprensa escrita" a uma série de reportagens sobre a corrupção de deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de janeiro (Alerj) publicada entre 20 e 27 de junho de2004 com o título "Bastidores do poder". O anúncio foi feito ontem, quinta, em Madrid. A série foi coordenada por Angelina Nunes e desenvolvida por Alan Gripp, Carla Rocha, Dimmi Amora, Flavio Pessoa, Luis Ernesto Magalhaes y Maia Menezes. Parabéns a todos.

Quinta-feira, Dezembro 2

Jornalistas e blogueiros

Traços gerais definidos por Loïc Le Meur, director da plataforma francesa de weblogs Ublog.com, que trabalha com o site lemonde.fr, durante a conferência da Associação Mundial de Jornais em Lisboa:

"O jornalista é pago, o blogger, não; o jornalista segue directrizes, o blogger escreve quando e como quer; o jornalista corrige antes de publicar, o blogger emenda depois; o jornalista trabalha para a marca do seu jornal, o blogger escreve anonimamente; o jornalista está limitado no espaço e não sabe para quem escreve, o blogger não tem estes constrangimentos; o jornalista não diz «eu», enquanto o blogger escreve na primeira pessoa do singular; o jornalista escreve como sabe e aprendeu, o blogger é mais espontâneo, segue uma linguagem muito oral." (Fonte: DN, 27/11/2004)

(Será mesmo que é assim?:)

Narrativas da vida real

TextoVivo é um site brasileiro sobre Jornalismo Literário. O objetivo do grupo que o mantém é estudar -- em teoria e prática -- a narrativa de não-ficção, a qual inclui produções como livros-reportagem, biografias, perfis, grandes reportagens, documentários audiovisuais e radiofônicos e reportagens especiais para internet. A conferir.

"Blog" em dicionário

A palavra "Blog" entrará como verbete na edição 2005 do Merriam-Webster Collegiate Dictionary. Definição: "Site que contém um diário pessoal online com reflexões, comentários e frequentemente links". O termo foi uma das palavras mais procuradas na versão web do supracitado obra de referência. Detalhes por aqui.

A conferir

» Microsoft testa novo serviço de blogues (Correio da Manhã, 02/12/2004)
» Google investe em televisão via Internet (Terra Informática, 02/12/2004)
» MSNBC Aposta em cidadãos-repórteres (Público,28/11/2004)
» Jornalista do "Expresso" Lança Estudo Sobre Notícias na Internet (Público,29/11/2004)

Quarta-feira, Dezembro 1

Ramón Salaverría fala sobre Jornalismo Digital na ECA-USP

Ramón Salaverría, Diretor do Laboratório de Comunicação Multimídia da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, professor de ciberjornalismo, e também participante de nossa lista de discussão, irá proferir a palestra "Do 11 de Setembro ao 11 de Março: lições para a imprensa digital". Salaverría deverá discutir a construção das práticas do Jornalismo Digital a partir das coberturas realizadas através da World Wide Web durante os eventos de 11 de Setembro de 2001 em New York e 11 de março de 2004 em Madrid. A vinda do Prof. Salaverría é bastante oportuna num momento em que as discussões no Brasil estão se voltando para a definição de um campo denominado Jornalismo Digital.

Este evento é uma realização do Núcleo de Jornalismo, Mercado e Tecnologia (NJMT), linha de pesquisa da Área de Jornalismo do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP. O NJMT criado em 1993 com o objetivo de reunir docentes, pesquisadores, estudantes de pós-graduação (mestrado de doutorado) e de graduação (projetos de iniciação científica e tutorado acadêmico), em torno de um interesse comum: a variável tecnológica como um dos instrumentos de mudança e avanço da práxis jornalística no contexto da sociedade da informação. O NJMT é atualmente coordenado pela Profª. Dr.ª Elizabeth Saad Corrêa.

A palestra - aberta ao público - será no dia 8/12/2004, quarta-feira, às 10:00 hs, na ECA-USP - Sala da Congregação, Prédio Principal. Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443. Cidade Universitária - São Paulo. Informações pelo e-mail pcbntempi@usp.br.